
Esta Narrativa descreve o Rio de Janeiro poucos meses antes da independência do Brasil. Descrições da cidade, sua paisagem e os eventos políticos registrados por Maria Graham em seu diário são mapeados. Derivado do Journal of a Voyage to Brazil, and Residence There, During Part of the Years 1821, 1822, 1823 (Londres, 1823).

Nascida em 1785, Maria Dundas era filha de um oficial da marinha escocesa e de mãe anglo-americana. Aos vinte e três anos, viajou com seu pai e irmã para a Índia e, na viagem, conheceu Thomas Graham, com quem se casou. Também oficial da marinha, Graham capitaneou o navio Doris que trouxe Maria Dundas Graham ao Rio em 1821.

Por volta das seis horas da tarde de 31 de julho de 1821, depois de ter saudado Sua Majestade, Jorge IV. . . navegamos no Doris, fragata de 42 canhões para a América do Sul.
Assim começa o diário de Maria Graham sobre sua viagem ao Brasil e ao Chile. Seu marido, Thomas Graham, capitaneou o Navio de Sua Majestade [HMS] Doris, e foi mandado para o Chile via Brasil. Era a época das guerras de independência na América Latina, e a Inglaterra tinha interesse em garantir que as ex-colônias da Espanha permanecessem independentes, pois abriria seus portos ao comércio inglês. A Inglaterra, no entanto, foi neutra em relação à independência do Brasil, devido aos seus laços com Portugal. O Doris fez várias paradas no Brasil, a primeira foi Pernambuco em 22 de setembro de 1821.
Vários anos depois, este esboço do Doris foi feito por P. B. Watson, que retratou o navio fazendo uma curva dramática para salvar um homem que havia caído no mar.
Nada que eu já tenha visto tem beleza comparável a esta baía. Nápoles, o Firth of Forth [na Escócia], o porto de Mumbai e Trincomalee [na Sri Lanka], cada um dos quais eu achava perfeitos em sua beleza, todos devem ceder a esta, que supera todos em sua maneira diferente. Montanhas altas, colunas de rochas, floresta luxuriante, ilhas floridas, a costa verde, tudo misturado com casas brancas; cada pequena eminência coroada com sua igreja ou forte; barcos ancorados ou em movimento; e inúmeros pequenos veleiros correndo num clima tão delicioso, combinam-se para tornar o Rio de Janeiro o cenário mais encantador que a imaginação pode conceber.